segunda-feira, 4 de abril de 2011

Manipulação e hipocrisia. Refletindo sobre a cobertura "sem vergonha" da mídia nas eleições 2010


A imparcialidade pregada pela imprensa livre brasileira ruiu e se revelou mentirosa e hipócrita na cobertura das eleições 2010.  No passo a passo do 1º e do 2º turno, notícias e ataques, cada um defendendo seus candidatos, seus interesses. Esta é a mídia que temos, que de tempos e tempos se revela mais tendenciosa do que livre, mais emburrecedora do que formadora, mais manipuladora do que libertadora. Mas e aí, em 2010 a mídia agiu com ou sem vergonha de declarar para quem fez campanha?

Os meios de comunicação sempre estiveram na política, hora para defender os brasileiros, hora para defender os próprios interesses. Mas "nunca na história deste pais" os meios de comunicação usaram tão fortemente seu poder para defender candidatos A ou B.


A revista Veja cumpriu bem seu papel: a de mais hipócrita. Em suas séries registrava verdadeiros editoriais que se opunham a Lula e ao governo petista. Das 42 capas de 2010, 18 falavam mal do presidente. Em uma delas (acima) a Veja chegou a demonizar o Partido dos Trabalhadores.

O Globo Fed Dilma

As organizações Globo agem nas entrelinhas, não deixam barato, atacam e defendem. A rede que tem o título de ser a maior manipuladora do Brasil entrou feio nas eleições do ano passado. Mas saiu suja, derrotada e lambusada. Depois das sucessivas matérias de crítica ao governo Lula nas capas do Jornal O Globo, o maior fiasco: uma matéria tendênciosa que defendia claramente Serra no Jornal Nacional.

Foram quase 10 minutos para explicar o que o JN chamou de atentado. A bolinha de papel que Serra levou na cabeça quando fazia corpo-a-corpo com eleitores repercutiu. Rendeu uma big Matéria com direito à análise de especialista e tudo. O Brasil não engoliu o fato de que uma simples bolinha de papel tenha virado um atentado em 2 eventos, como explicou o especialista. 

 so, ainda mais contudente, que colocava Lula contra Serra. O G1, também foi utilizado várias vezes para a publicação de matérias que valorizavam o Serra e pisoteava Dilma.

A guerra se armou e Globo e  Record se pegaram feio na TV, cada uma usando seus principais telejornais, defendendendo seus candidatos, e acusando quem podiam. Nomes como do jornalista da Record Paulo Preto ajudou a incendiar a fogueira da hipocrisia eleitoral. Foi quando os blogueiros da "livre falácia" entraram em jogo dizendo o que queriam, afinal blog é coisa independente mesmo.



Mas, nesta guerra engana-se quem pensa que Dilma esteve só. A petista contou com um reforço de peso, afinal, as câmeras da 2º maior emissora de TV do país estiveram a serviço da defesa de Dilma. A Record e todo seu poderio faraônico que inclui o Portal R7, a rádio Record, a Record News e ainda os altares da Igreja Universal defenderam a nova presidente até o fim. Neutra? nem pensar. Afinal o que vale mesmo é fazer oposição a Globo, e nesta arte a Record aprimora-se a cada dia.







Para isso a Record colocou seu "Portal imparcial" e seu telejornal quase Global para defender Dilma e bombardear Serra. Coletando informações nos blogs e nas machetes do Portal R7 não se via nenhuma noticia que desse ao Tucano um crédito se quer durante as eleições, e quando não havia com o que atacar Serra as maiores besteiras apareciam no Blog de cobertura das eleições do R7.com. 






A Record foi a primeira emissora de TV do pais a entrevistar Dilma Rousseff, e a que mais "babou o ovo da nova presidente". Na edição da segunda-feira, 1/11, o Jornal da Record gastou cerca de 70 % do tempo para falar sobre e com Dilma. E o "soldadinho" da Rede Globo, o poderoso Willian Bonner teve que engolir todas as suas palavras para entrevistar e parabenizar Dilma pela vitória. Com que cara fez isso? Não sabemos.

Daí a pergunta. Que mídia é essa que temos no Brasil, que não se diz contra ou a favor, mas manipula de acordo com seus interesses? E para terminar, mais uma pergunta. Foi ou não sem vergonha a cobertura das eleições em 2010?

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